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Filme nacional conta com participação de professor de Casimiro de Abreu
Duas poesias de Casimiro de Abreu devem compor a trilha sonora do longa-metragem nacional, Jê, previsto para ser lançado nos cinemas a partir do segundo semestre deste ano. Além disso, a serra casimirense, mais especificamente o rio Macaé, será cenário para gravação de uma cena do filme, visto que o tema ecoturismo faz parte do enredo. Isto está sendo possível porque o músico Joel Bezerra, morador do município e professor da Escola de Música Elizeu Tinoco Miranda, foi escolhido para fazer a trilha sonora do longa, o primeiro do fotógrafo, produtor e roteirista, Everton Matte.
Há cerca de um mês Joel está trabalhando para fazer canções e músicas incidentais para o filme. Ele conta que já fez canções para três personagens e que outros três ainda terão uma canção e duas peças instrumentais, que terão uma mistura de timbres orquestrais e sintetizados.
Joel revela que o poema “O que é Simpatia”, já foi musicado por ele e fará parte da trilha. Uma segunda poesia, também de Casimiro de Abreu, será escolhida e entrará no CD da trilha musical.
Joel Bezerra tem 31 anos, é músico formado pela UniRio e dá aulas de teclado, piano, teoria e harmonia, desde 2006, na Escola de Música Elizeu Tinoco Miranda, administrada pela Fundação Cultural Casimiro de Abreu.
Com a direção de Manduca Quadros e Wanessa Machado, Jê é um filme ficcional de gênero “policial” baseado num fato real. Por intermédio de uma narrativa composta de três partes, a película conta a história de uma moça (Jê) que sofre junto com uma amiga um rapto com violência sexual e, após ser libertada, busca sua redenção. Apesar deste enredo denso, o filme não é pesado e trata o assunto de maneira humana e sensível.
O filme se concentra nas duas personagens que vivenciaram esta tragédia pessoal e o modo como cada uma lidou com ela e reconstruiu sua vida. Para Jê, que mantém sua filosofia humanística diante dos revezes da vida, a solução está na solidariedade e no resgate da felicidade e do amor. Laura, que costumava ser uma pessoa prepotente, sofre uma grande e positiva mudança na sua personalidade.
O filme não é depressivo. A idéia é não deixar o espectador sair o cinema com um espírito de revolta, mas fazê-lo refletir sobre a sociedade, a necessidade de se buscar Justiça – e não vingança – e de mostrar a responsabilidade do poder público e da sociedade neste processo de restabelecimento da ordem urbana e da garantia, a todos os cidadãos, do acesso ao poder judiciário.
Mais informações pelo site www.filmeje.com
09/03/2009
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